Pulse

Viví Gäspar
Quando o corpo, um dia aprisionado, se permite dançar, ele vibra, pulsa, desenha o traçado dos pés sobre o chão, enquanto a mente se faz presente, e a alma voa, livre.
Palavras-Chave: dança, poesia, movimento, sonhos
Texturas da Alma

Pulse. O corpo vive.

Ainda que não acompanhe o ritmo interno a fluir.

Ainda que não alcance o tempo certo e preciso.

Ainda que não faça sentido, que faça sentir!

Porque dançar é preciso, sim.

É desenhar com os pés, braços e mãos,

O traçado do pulso da vida, cor e emoção.

Pulse. Os olhos mergulham na alegria, quando o corpo, despido de rotina

Se permite o sentir em movimento

Pulse. O corpo se  expressa.

Expresso coração pede passagem, atravessa o medo.

O corpo canta a canção de tudo o que nos silencia.

Pulse, por tudo aquilo que em nós, adormeceu um dia.

Lembra daquela criança que não tinha medo de errar

É ela, que dentro da gente, chama para dançar.

Já chega de guardar o sonho na gaveta do depois.

Pulse, porque a vida convida a uma dança a dois:

Corpo e alma, silêncio e música.

Pulse. O corpo muda, mas não emudece.

A alma que não dança, enlouquece.

A lembrança sem dança, se esquece.

Pulse. O corpo vive.

O corpo dança.

O corpo pulsa.

Pulse… Pulse… Pulse…

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