Pulse. O corpo vive.
Ainda que não acompanhe o ritmo interno a fluir.
Ainda que não alcance o tempo certo e preciso.
Ainda que não faça sentido, que faça sentir!
Porque dançar é preciso, sim.
É desenhar com os pés, braços e mãos,
O traçado do pulso da vida, cor e emoção.
Pulse. Os olhos mergulham na alegria, quando o corpo, despido de rotina
Se permite o sentir em movimento
Pulse. O corpo se expressa.
Expresso coração pede passagem, atravessa o medo.
O corpo canta a canção de tudo o que nos silencia.
Pulse, por tudo aquilo que em nós, adormeceu um dia.
Lembra daquela criança que não tinha medo de errar
É ela, que dentro da gente, chama para dançar.
Já chega de guardar o sonho na gaveta do depois.
Pulse, porque a vida convida a uma dança a dois:
Corpo e alma, silêncio e música.
Pulse. O corpo muda, mas não emudece.
A alma que não dança, enlouquece.
A lembrança sem dança, se esquece.
Pulse. O corpo vive.
O corpo dança.
O corpo pulsa.
Pulse… Pulse… Pulse…