Amor divertido

Viví Gäspar
Essas palavras celebram o amor mais divertido que podemos viver: amizade! Tem amigos de escola e de escolha! Tem amigo de infância e aquele que você desejava ter conhecido, desde a criança. Aquele amor que sobrevive na distância e que cada momento junto deixa um mapa na alma, que nos faz lembrar o caminho de volta para o nosso ser mais autentico! Salve o amor divertido, a quem chamamos de amigo!
Palavras-Chave: amizade, infância, maturidade
Texturas da Alma

Amor divertido

Quando eu era criança, sonhava sentar em roda com as meninas. Para dividir o lanche no recreio, e os segredos sem receio.
Amigas! Era tudo o que eu queria, mas só mesmo nos sonhos poderia ter.
E se eu fosse diferente, se mudasse o jeito de ser?

E se ocultasse minha agonia com a sala tumultuada, se escondesse minha voz e calasse as palavras? E se eu fosse boazinha, quietinha enquanto lia, será que assim mereceria uma amizade?

Não funcionou. Até o dia em que finalmente a vida uniu um trio de meninas.
“Esquisitas!”, diziam. Mas havia dor travestida em rebeldia, ilusão vestida de verdade. De uma solidão a três, nasceu a amizade.
Porque amigos são assim: uma pétala de esperança, mesmo quando a gente é só uma criança procurando seu lugar. Tentando crescer em um mundo tão plural mas que não sabe acolher o singular.
Eu só queria viver esse amor divertido que resgata sorrisos, faz o sol interno brilhar.Amigo a gente entende no olhar. Você está bem? Quer conversar? Para de ser louca! Claro que eu vou contigo!
Ter amigos na infância é essencial. Mas é na maturidade que a gente percebe o valor desse tesouro! Amigos são ouro! Daqueles raros de se encontrar. Há em cada um, uma história que tira a outra para dançar. E ali tem sempre um abraço, até quando se erra o passo!
Tem aquele amigo de cena, de palco e de camarim. Que divide a sombra e empresta a sapatilha, arruma o coque, ajeita a presilha. E os erros viram risos, e os sonhos viram um só.
Amizade é também voar junto quando cada um só tem uma asa. Porque um amigo é abrigo, e tem no coração do outro, uma casa.
Tem aquela amizade que nasce dentro de casa. O pai herói sem capa, o irmão aventureiro, e aquela que já foi um dia o seu lar. Uma amizade tão sagrada que deveria ter nome: mãefilhidade.
Tem os amigos-irmãos que só nasceram de outros mães e pais porque uma só não aguentaria jamais! Com eles dividimos memórias, histórias, e até a família. As vezes são pares, outros ímpares, mas sempre primos!
Lembro daquela menina só, que só queria fazer parte. Hoje, eu lhe diria, “menina, faça arte!”

É por ela, que eu escrevo hoje. Ela plantou o que sentia, eu reguei com verdade e hoje colho poesia. Porque palavras são flores, e meu jardim é o abrigo, de todo amor divertido, que hoje eu chamo de amigo!

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